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Verdadeira definição de Bondage

Bondage é o acto atar, amarrar, ou imobilização, de forma consensual, de um parceiro para fins de estimulação erótica, estética, e/ou somato-sensorial.

Definição de Bondage

Derivado do termo bondagium, que significa “escravidão”, este tornou-se sinónimo de escravatura sexual, particularmente quando lida com a simples prática de amarrar o parceiro/a a camas, postes, tectos, etc. Normalmente, esta amarração ou imobilização é feita recorrendo a cordas (práticas asiáticas) ou cabedal, algemas, fita adesiva, ou outros equipamentos concebidos para este fim (práticas ocidentais).

Bondage em si não implica sadomasoquismo. Bondage pode ser usado para um fim em si, como é o caso de bondage com recurso a cordas ou bondage aplicado aos seios (breast bondage). Pode também ser usado como parte integrante do sexo ou em conjunto com outras actividades BDSM. A letra “B” utilizada no acrónimo “BDSM” surge do termo bondage. A sexualidade e o erotismo são aspectos importantes do bondage, mas muitas vezes não são o fim em si. A estética também assume um papel de grande importância no bondage.

Um motivo comum de um indivíduo dominante amarrar o seu parceiro(a) é para que ambos consigam retirar prazer através da submissão do parceiro imobilizado e da sensação de transferência temporária de controlo e poder. Para indivíduos masoquistas, o referido é frequentemente utilizado para como meio para um determinado fim, onde o parceiro imobilizado está mais susceptível a outros comportamentos sadomasoquistas.

Contudo, este pode ser empregue como um fim em si. O parceiro activo pode sentir prazer visual ao ver o parceiro amarrado, e o parceiro amarrado pode sentir prazer físico/táctil ao sentir-se desamparado e imobilizado.

Bondage não deve ser confundido com práticas mais específicas de B&D, a prática de imobilizar e posteriormente dominar, ou humilhar o parceiro, ou S&M (SadoMasoquismo), a prática de magoar o parceiro de forma a atingir o clímax ou prazer sexual.

Será que podemos aprender a ser dominadoras?

Uma questão que surge de vez em quando é:

“Como é que eu posso aprender a ser Dominadora?”

Por vezes a questão surge de outras formas, como, “Há uma pessoa com a qual quero estar, mas esta pessoa diz que não sou dominante o suficiente. Como é que dou a volta a isso?” Ou, “O meu namorado quer experimentar BDSM e quer que eu seja Dominadora, mas não estou a conseguir. Ajudem-me!”

Existem várias maneiras de aprender a ser mais assertiva, a falar mais e desenvolver aptidões de liderança. Isto não significa aprender a ser Dominadora (ou Dominatrix).

A resposta a estas questões não é fácil, e está sempre sujeita a debate. O que segue é opinião de parte da comunidade BDSM:

Se pensarem bem, a maioria das pessoas tem pelo menos um aparte da vida sobre a qual temos total controlo. Pode ser com os filhos, o emprego, o canalizador, ou com um grupo ao qual pertencem.

Ser ou não dominadoras?

Mas quando se fala de “Ser Dominador” estamos a falar de BDSM. Significa que quando se trata de explorar actividades que envolvem bondage, domínio, submissão, sadismo e masoquismo, gostamos de incorporar o tipo de energia que encontramos do lado dominante do espectro. Não significa que gostamos de sadismo ou de bondage, mas em geral, gostamos de estar a comandar a acção.

Frequentemente acontece que gostamos de ser Dominadoras num cenário íntimo, numa relação sexual, mas também pode acontecer sem sexo ou até fazer parte de uma relação duradoura.

Qualquer que seja o cenário, a chave é seguir os nossos instintos. Seguir aquilo que mais nos atrai. Existe um desejo inato, que pode ser sexual, ou não, de ter controlo sobre o cenário.

Segundo a experiência de muitos indivíduos, este desejo não pode ser criado se ele não existe. Pode ser desenvolvido, crescido, pode subir e descer, mas se procurarmos profundamente e não nos acendermos com a ideia de assumir o controlo de determinada cena, então não se pode dizer que se é uma verdadeira Dominadora.

É muito importante esclarecer: podemos entrar num role-play por diversão, porque o parceiro pediu, porque estamos em cena, ou qualquer outro contexto… mas dizer que um indivíduo é Dominador significa que já está lá, que lhe é intrínseco.

Assumir um papel dominante para satisfazer os desejos de outra pessoa é simpático, e talvez o consiga de vez em quando, mas isso não faz da pessoa um Dominador(a). Alguns descrevem-no como “ter sexo sem ter vontade”, o desejo ou existe, ou não. Podemos desempenhar o papel, mas não significa que temos realmente vontade ou desejo.

Também é possível que e energia não esteja certa, o seu parceiro pode sentir que algo está errado e não se sentir satisfeito com a interacção. Na realidade, o mais provável é que também sinta o mesmo se é algo que não tem vontade de fazer.

Fazer com que o nosso parceiro seja feliz é óptimo, mas se essa é a única razão para ser Dominadora, isso faz de mais um parceiro de serviço, ou até um submisso. Pelo menos, pode-se fazer o argumento.

É verdade que a dominância de alguns possa ter uma tendência submissa, mas isso pode ser apenas um aspecto de um objectivo mais vasto. Uma Dominadora deve sentir-se acesa sexualmente, emocionalmente, espiritualmente, e mentalmente com o controlo que tem. Se nós estamos constantemente a assumir um papel dominante apenas porque alguém que gostamos ou queremos nos pede, como é que isso faz de nós Dominadoras?

Também não ajuda nada quando um parceiro, seja ele potencial ou atual, nos diz que não prestamos como Dominadora ou que não somos um verdadeiro Dom. Isto não significa que um parceiro não deva indicar o que quer ou que não está feliz ou satisfeito na relação, mas lá por não sermos o “tipo” de Dominadora que procuram (o que acontece), não significa que não sejamos Dominadoras de uma forma que seja autêntica e válida para nós. Pode simplesmente significar que não estamos numa relação compatível.

Se o nosso parceiro está a reclamar relativamente à dinâmica D/s, ajuda se falarmos sobre os detalhes daquilo que queremos um do outro e se conseguimos encontrar um lugar que satisfaça todas as pessoas envolvidas; é muito mais útil do que acusar o nosso parceiro de falso o fingido. Isto também é válido para um submisso. Podem não ser aquilo que procuram, mas não faz de eles falsos.

É um assunto que não é fácil de discutir. Cada indivíduo tem experiências diferentes e subjectivas. Vivemos as nossas vidas de dentro para fora, e penso que não é útil ser-nos dito (ou dizermos) que não somos “verdadeiras” dominantes (ou submissas, ou gays, ou autores). Temos o direito de definir o que os “rótulos” significam para nós, e não devemos forçar os outros a viver segundo os nossos códigos pessoais. Podemos decidir que “rótulos” se aplicam a nós. Como sempre, quando estamos a conhecer outras pessoas e/ou a negociar as nossas interações, é importante clarificar o que os termos significam para nós. Estes termos significam coisas diferentes para pessoas diferentes, e lembre-se que suposições só nos metem em sarilhos.

Este assunto é interessante, e devemos pensar nele. Podemos chamar-nos Dominadoras, mas é importante saber porque é que o fazemos. Se está a encarnar uma personagem que a faz sentir desconfortável, e se o está a fazer para agradar outra pessoa, a longo prazo não vai correr bem, nem para si nem para o seu parceiro. Particularmente se está envolvida numa relação íntima duradoura. Tentar ser algo que não somos significa que, provavelmente, nos vamos desgastar ao tentar viver algo que realmente não sentimos e, no fim do dia, também não estamos a satisfazer as nossas necessidades.

Em suma, se se quer divertir com um roleplay no quarto de vez em quando, encenarem uma situação D/s pode ser muito divertido e sexy, mas não significa que sejam necessariamente um casal D/s. Muitos de nós podíamos beneficiar de uma aprendizagem em assertividade e liderança, mas isso também não fará de nós Dominadoras. Quando se trata de ser Dominadora ou submissa como identidade, significa que surge naturalmente do nosso ser. Pode ter os mais variados aspetos, mas o desejo existe, independentemente da pessoa com a qual esteja, quer seja solteira ou acompanhada, em cena, ou não. Faz parte de si.

Elementos de BDSM: Prazer e Dor

Desde muito cedo que o prazer e dor andam de mãos dadas, é uma linha ténue já antes defendida por vários psicólogos.

Porque será que toda a situação quando somos pequenos e a mãe vem atrás de nós para nos bater com um chinelo, acabamos por sempre por nos lembrar disso anos mais tarde. Mas melhor ainda é quando essa situação nos começa a dar prazer e queremos associar prazer e dor.

Nesse caso, posso dizer que o prazer e dor, estão associados ao sadismo.

O Sadismo consiste em magoar ao máximo o nosso submisso, e através dar dor causada o dominador sente prazer com essa situação.

Prazer e dor- Situações de prazer

Tal como acima referido, vou-vos dar exemplos de situações em que o prazer e a dor andam de mãos dadas!

  • Palmadas- há pessoas que realmente adoram palmadas, umas com mais força outras nem tanto, mas esta situação é das mais conhecidas. Claro que quando se fala em dar ou receber palmadas, está tudo no contexto sexual e não no dia-a-dia, é bom que esta situação fique bem definida, enquanto sadismo, o prazer está em ter e não há nada melhor do que ser penetrada por trás pelo nosso parceiro sexual e no cume do prazer pedir-lhe para nos dar umas boas palmadas que nos façam gritar de dor mas ao mesmo tempo de prazer!
  • Puxar o cabelo- como é óbvio, o mais normal nesta situação deparamo-nos mais com mulheres que tenham o cabelo comprido e que pensam para serem puxados. A dor de puxar o cabelo é algo inexplicável, enquanto mulher não sei mesmo como dizer porque gosto tanto que o façam apenas sei que gosto e quero sempre que estou de quatro e o meu parceiro sexual me está a penetrar.

Tal como estava a explicar acima, o Sadismo é uma forma de fantasia ou fetiche sexual. As pessoas que se excitam e têm prazer através da dor só assim conseguem atingir um orgasmo e ter realmente prazer durante o acto sexual.

Todos os actos levados a cabo por uma pessoa sádica (dominador ou dominadora), devem de ser feitos a alguém submisso/a) que consinta. Infelizmente, ainda há relatos de muitos casos, em que o sádico só obteve prazer torturando uma pessoa sem o seu consentimento.

Mais uma uma vez, volto a relembrar, todas as situações de dominação e submissão, sadismo, masoquismo, Bondage, mesmo que feito de forma leve, devem de ser discutidas e faladas entre o casal, parceiros ou companheiros sexuais.

A definição de regras e limites entre os dois envolvidos deve de estar extremamente delineada e a palavra de segurança deve de ficar definida antes de qualquer acto.

Quando essa situação estiver bem resolvida, façam o favor de aproveitarem e terem uma ou mais noites sexuais em que o prazer e dor, estejam presentes!

Se decidirem que o homem será o dominador, não se esqueçam dos exemplos acima referidos, puxar o cabelo e levar palmadas, dar-vos-á mais prazer do que alguma vez possam ter sentido. Se por outro lado, a mulher for a dominadora, usem e abusem do vosso poder!

Sadismo e Masoquismo

A maioria das pessoas que ouve falar a primeira vez de Bondage não sabe exactamente o que significa ou pura e simplesmente acaba por ter uma ideia errada do que realmente é verdade e real. Existem até algumas pessoas que acreditam que o sadismo e masoquismo são a mesma coisa, denominando apenas de sadomasoquismo, porém, este é apenas a relação que existe entre os dois, tendo diferenças e características diferentes e é exactamente isso que vamos esclarecer abaixo.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que o sadismo e masoquismo significam e o que está incluído propriamente nas acções, por isso não há nada como conhecer tudo ao pormenor antes de experimentar, caso contrário pode até ficar com uma péssima ideia do que este mundo é. Em termos práticos, é imprescindível começar por explicar que Sadismo e Masoquismo fazem parte do BDSM, sendo que são as últimas duas iniciais do mesmo, por isso têm uma série de factores em consideração e características que se destacam das restantes.

Sadismo e Masoquismo

Além do bondage e disciplina, o BDSM tem também outros conceitos associados, nomeadamente o sadismo e masoquismo, por isso não há nada mais importante do que conhecer todos os seus pormenores, permitindo assim que qualquer pessoa tenha os conhecimentos necessários para entrar naqueles que são muitas vezes denominados de prazeres agressivos.

Sadismo

O sadismo é considerado uma perversão ou anormalidade para a maioria das pessoas, sendo que a terminologia surgiu depois do nome do Marquês de Sade se tornar extremamente popular. Neste caso em particular, o prazer vem directamente da dominação e submissão, assim como do próprio sofrimento que possam causar em alguém, seja através de dor física ou até emocional, incluindo directamente a humilhação da outra pessoa.

O sadismo sexual envolve directamente actos reais, não simulados como em outros casos, nos quais os participantes conseguem obter a excitação sexual através do sofrimento do parceiro que está ao seu lado. Este pode existir apenas nas fantasias sexuais ou então ser necessário para atingir o climáx, contudo quando chegam aos casos extremos, o sádico pode sentir prazer directo na tortura, ferimento, aplicação de descargas eléctricas ou mesmo chegar a um ponto mais forte. No que diz respeito ao lado do bondage, tudo não passa de humilhação directa do seu parceiro e é tudo feito com total controlo por ambas as partes envolvidas.

Masoquismo

Por outro lado, também extremamente popular dentro da comunidade de bondage em Portugal, o masoquismo é a denominação dada ao prazer sexual que os intervenientes têm ao sentir dor no corpo, mediante a humilhação e dominação existente. Contudo, existem alguns casos específicos que mostram que não exactamente a dor que garante a satisfação sexual, mas sim a sensação de inferioridade perante o parceiro sexual.

O masoquismo é uma tendência completamente oposta e complementar ao sadismo, pelo que igualar as duas é um dos piores e mais populares erros que a sociedade em geral costuma cometer. No que diz respeito à relação entre as duas, é denominada de sadomasoquismo, isto é, neste caso não seria a mesma pessoa a possuir as duas tendências, mas sim o contacto entre pessoas com as tendências opostas, neste caso em particular, uma com a tendência de sadismo e outra masoquismo.